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A Casa Alexa, um ambiente experimental com mais de 100 aparelhos conectados

 

Você já pensou em viver em uma casa inteligente? O surgimento de assistentes pessoais, como a Alexa, aproximou o conceito de Internet das Coisas (IoT) da realidade do consumidor. A ideia de fazer uma compra a partir de um comando de voz, por exemplo, tornou-se realidade.

Para facilitar a compreensão de tudo o que a assistente pessoal é capaz de fazer, a Amazon criou a Casa Alexa que é um projeto da Amazon e representa o lar de uma família de verdade. A empresa alugou uma casa de luxo em São Paulo e criou uma experiência que simula uma moradia real. Inteligente e acessível, a casa tem mais de 100 dispositivos conectados, incluindo lâmpadas, câmeras, fechaduras, entre outros, que se espalham ao longo de 10 ambientes reais. 

Além da automação, a Alexa foca em acessibilidade também. Na casa, foi montado um quarto dedicado para pessoas com dificuldades motoras. Os dispositivos inteligentes podem enviar pedidos de ajuda rapidamente, além de conseguirem reconhecer caso um usuário sofra uma queda e possa avisar ao resto da casa.

Além de aproveitar para divulgar seus produtos, a Casa Alexa mostra na prática aos usuários as funcionalidade permitidas com os aparelhos de automação, que facilitam até para aqueles que são desconfiados com a tecnologia. Com a integração ao aplicativo de dispositivos móveis, a Alexa pode criar rotinas, enviar avisos entre dispositivos e até realizar funções à distância.                                                                                                                                

Leia os conteúdos originais destas matérias publicadas na midia
:
Consumidor Moderno - A casa inteligente da Alexa

Automação para Acessibilidade na Construção Civil - Da Invisibilidade ao Protagonismo

 Autoria: Arq. Virginia Rodrigues


Há algumas décadas a acessibilidade e a inclusão de pessoas com dificuldades físicas, motoras e intelectuais era muito pouco valorizada e considerada na construção civil, tornando a vida dessa parcela da população mais desafiadora e limitada.

De acordo com as projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população com deficiências físicas aliada aos indivíduos com mais de 60 anos deve continuar a crescer nas próximas décadas de forma acelerada.

Nos últimos anos, houve avanços significativos na conscientização sobre a importância da acessibilidade e na implementação de políticas públicas e tecnologias para tornar os ambientes mais inclusivos e acessíveis a todos.

Para a arquitetura, a utilização dos conceitos de desenho universal unida à automação para acessibilidade na construção civil, passou a ser uma importante ferramenta para promover a inclusão social e a autonomia das pessoas com mobilidade reduzida.

A automação permite que a pessoa possa controlar diversos aspectos do ambiente com maior facilidade e independência (sistemas de iluminação e ventilação, fechaduras eletrônicas, plataformas de acesso, entre outros), contribuindo para a  sua inclusão e para a valorização da diversidade.

Além disso, esta é uma importante oportunidade de negócios para as empresas que atuam na construção civil, uma vez que há uma crescente demanda por produtos e serviços para este público.

No entanto, a Automação Residencial não pode ser vista como solução isolada para a acessibilidade, mas sim como uma ferramenta complementar a outras medidas, devendo ser pensada de forma integrada e inclusiva, levando em consideração as necessidades específicas de cada pessoas e promovendo a acessibilidade de forma ampla e efetiva.

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A autora deste artigo, Arq. Virginia Rodrigues,  palestrou sobre este tema na edição do Painel Lar Inteligente, em março de 2023

A tecnologia na moradia no conceito Aging in Place

Por Charles Vasserman , engenheiro pós-graduado em Engenharia de Segurança e Administração Hospitalar,


O envelhecimento populacional é um dos acontecimentos mais significativos do século XXI. A taxa de crescimento da população idosa mundial é de aproximadamente 3% ao ano, e estima-se que, em 2050, essa população será formada por 2,1 bilhões de pessoas. 

Pessoas com 60 anos ou mais representam 14,7% da população no Brasil em 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Em números absolutos, isto representa 31,23 milhões de pessoas e coloca o Brasil em sexto lugar no ranking mundial.

Nos dias de hoje a tecnologia permite otimizar nossa saúde individualmente, proporcionando maior segurança e melhorando em todos os aspectos a expectativa de vida pessoal, possibilitanto um envelhecimento ativo e saudavel e consequentemente e uma maior longevidade com qualidade de vida. 

Embora algumas tecnologias possam ser intimidadoras para os adultos mais velhos, uma pesquisa mostrou que os idosos em particular estão aprendendo a adotar a tecnologia mais do que nunca. De acordo com a pesquisa, um em cada quatro idosos disse que se sentia mais confortável usando novas tecnologias 

CONCEITO “AGING IN PLACE”

Muitas são as definições desse conceito, devido a sua complexidade, mas de forma objetiva temos o seguinte:

 
É a capacidade e possibilidade de viver e envelhecer independentemente da idade, renda ou nível de habilidade, com qualidade, conforto, saúde e bem estar, em sua própria casa e em comunidade com independência e autonomia.

 

TECNOLOGIAS PARA VIVER MAIS E MORAR COM CONFORTO E SEGURANÇA

Um mergulho profundo nas oportunidades será o desafio a ser enfrentado pelas indústrias de forma geral focada na longevidade e no envelhecimento ativo..

Tecnologias "inteligentes", como sensores, ativação por voz, GPS, Bluetooth, conectividades via telefones celulares, aplicativos de monitoramento de smartphones / smartwatches e computadores / tablets sofisticados estão tornando o envelhecimento ativo em casa como a melhor opção para um número crescente de pessoas de todas as idades.

A TECNOLOGIA NA MORADIA E NOS CUIDADOS DOMÉSTICOS

A grande maioria das pessoas em seu processo natural de envelhecimento desejam permanecer morando em suas casas, no convívio familiar sempre que possível, mas a maioria das casas, de forma geral, não está adaptada e  equipada  adequadamente. 

Vale ressaltar o preconceito que permeia todos nós, onde o envelhecer na maioria das vezes não é assumido de forma natural e muito confundido como adoecer. Culturalmente não nos preparamos para envelhecer e conviver com as limitações que vêm de formas diferentes para cada um de nós, até que ocorra algum advento mais grave, como uma perda sensorial, uma queda doméstica ou outro tipo de acidente. Não temos atualmente uma cultura de prevenção adequada a cada um de nós. 

A tecnologia disponível atualmente para automação residencial é de certa forma ilimitada do ponto de vista de possibilidades. E crescente em velocidade exponencial, onde estabelecer as reais necessidades é o grande desafio, junto com a inclusão digital. 

CONSIDERAÇÕES GERAIS - DESAFIOS

Necessidade das moradias passarem por uma adequação de plena acessibilidade, buscando sempre maior segurança e conforto. 

A infraestrutura mínima necessária para possibilitar a implementação básica de tecnologias de conforto e bem estar. 

A tecnologia, acima de tudo ajuda a nos mantermos mentalmente ativos, entretanto, algumas barreiras dificultam uma inclusão digital por vários motivos, atingindo principalmente os mais idosos. 

Com a velocidade cada vez maior da evolução da tecnologia, necessidade de estabelecer soluções para sua implementação e possibilidades de uso: seja para o público adulto idoso neste momento, seja para o público mais jovem, em processo de envelhecimento, considerando que as novas gerações com maior expectativa de vida e cada vez mais longevos. 

Tudo isso dentro de uma viabilidade plena para cada nível social e econômico de nossa sociedade muito diversa. 

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O autor deste artigo, engenheiro Charles Vasserman foi palestrante na edição do evento Painel Lar Inteligente em março de 2023


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